quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

SindUte e comissão de educadores questionam SRE sobre fechamento de turmas


 

O Sindute/jf em conjunto com uma comissão de trabalhadores da educação participou hoje de uma reunião na SRE com a Diretora de Assuntos Educacionais, Mônica Souza, que está no momento substituindo a superintendente afastada por motivo de saúde.  A pauta da reunião foi a resolução 2442/2013 que organiza o quadro de escolas para o ano que vem.

Colocamos os problemas que serão causados pela resolução: fechamento de turmas no horário noturno; superlotação das turmas do diurno; alunos fora da escola; demissão de designados e excedência dos efetivos e efetivados.

Segundo Mônica Souza, a orientação da secretaria estadual de educação é de que as escolas só podem aceitar novos alunos no ensino regular noturno se tiverem carteira de trabalho assinada. Essa orientação desconsidera totalmente que a realidade da maior parte dos alunos que precisam estudar a noite é o trabalho no setor informal, portanto sem condições de cumprir a exigência do governo.

Deixamos claro para a representante da Superintendente que consideramos isso  um absurdo, pois a resolução além de retirar o direito dos alunos de escolherem o noturno como o seu turno preferencial, ainda nega  o direito à escola dos que trabalham no setor informal.

Mônica informou ainda que poderá haver “centralização” de turmas, isto é, escolas com número muito pequeno de matrículas terão que enviar os alunos para uma outra escola, distante de sua casa ou de seu trabalho, o que poderá causar maior evasão. Isso é a reedição da nucleação que Azeredo tentou fazer nos idos de 1996 e que foi derrubada.

Vamos nos organizar nos nossos locais de trabalho, junto com as direções de escola, no sentido de evitar o máximo de prejuízos para alunos e educadores e denunciar mais esse descaso do governador Anastasia com a educação. Vamos pressionar a secretaria de educação e as superintendências para que sejam flexíveis com a comprovação de trabalho dos alunos, aceitando outras declarações para além da carteira de trabalho.

Outro movimento que deve ser feito é nos organizarmos estadualmente para denunciar essa resolução que, além dos problemas retratados acima, aponta para diminuição do quadro de pessoal nas escolas. Temos que seguir denunciando isso junto com nossa categoria para a população, pois só através da pressão política contra esses governadores que precarizam cada dia mais nossa educação é possível mudar esse quadro.

Sexta-feira, dia 13/12 faremos uma reunião de representantes de escola as 10h e as 15h. Solicitamos a presença de um representante de cada turno.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário